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Empresas lideradas por mulheres na América Latina têm 50% mais chances de crescer

Empresas lideradas por mulheres na América Latina têm 50% mais chances de crescer

Estudo da McKinsey com 700 empresas sugere relação entre resultados e diversidade em cargos de direção. Menos desigualdade ampliaria PIB global em US$ 12 trilhões até 2025

Na América Latina, empresas lideradas por mulheres têm 50% mais chances de crescer do que companhias que não investem na diversidade de gênero em cargos de direção.

A conclusão é de um estudo da consultoria McKinsey com base em 700 empresas de capital aberto em seis países da região: Brasil, Chile, Peru, Colômbia, Panamá e Argentina.

Segundo o trabalho intitulado “The future of women at work” (o futuro das mulheres no trabalho, em inglês), há relação positiva entre diversidade de gênero em cargos de direção e resultados corporativos.

Segundo o levantamento, um avanço mediano na igualdade de gênero nos setores privado, público e social poderia adicionar à economia global, até 2025, US$ 12 trilhões (R$ 48,3 trilhões), o equivalente a 11% do PIB mundial atual – ou as economias atuais de Alemanha, Japão e Reino Unido somadas.

Esse cenário considera uma possibilidade em que todos os países crescem a representatividade feminina no ritmo do país com o melhor desempenho nesse quesito em suas regiões.

Ainda segundo a McKinsey, em um cenário mais otimista em que as mulheres passem a desempenhar um papel de igualdade absoluta com os homens em todos os mercados, esse ganho à economia global alcançaria US$ 28 trilhões (R$ 112,7 trilhões), ou 26% do PIB mundial atual.

O estudo avalia 15 indicadores de igualdade de gênero em 95 países, como representatividade no ambiente de trabalho, proteção legal, representatividade política, violência e autonomia.

Em maio, outra pesquisa, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), também concluiu que o lucro das empresas comandadas por mulheres é potencialmente maior que o das companhias que só têm homens na direção.

Em consultas a 13 mil empresas em 70 países, mais de 75% das companhias interrogadas disseram que iniciativas em favor da diversidade de gênero contribuíram para melhorar o rendimento, e quase três entre quatro das companhias que promovem diversidade de gênero em cargos diretivos afirmaram terem obtido aumento de 5% a 20% nos lucros.

No Brasil, segundo a OIT, de 451 empresas entrevistadas, mais de 71% afirmaram que as iniciativas de diversidade e igualdade de gênero aumentaram seus resultados financeiros.

 

Fonte: Valor Investe | Imagem: Reprodução

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