“Nós somos uma empresa feliz”

A Projeção, de São Bernardo do Campo, baseia seus valores no ser humano e só tem motivos para comemorar tal estratégia

Quinze anos atrás, Luciane Lorenzetti trabalhava na área comercial e teve a oportunidade de conhecer José Corsi Guizardi, mentor de um grupo de factorings composto atualmente por mais de 80 empresas.

Ela ficou bastante interessada por aquele modelo de negócio, onde cada unidade tem vida e estrutura próprias, escolhendo correr mais risco ou ser conservadora, mas seguindo, basicamente, o mesmo know-how.

Assim nasceu a Projeção, factoring que hoje também conta com FIDC e, desde 2005, tem como sócio o marido de Luciane, Walter Bordon, profissional cuja vivência de tecnólogo de produção tem sido preciosa nas visitas às fábricas, por exemplo.

O casal conta atualmente com uma equipe interna de dez colaboradoras e cinco profissionais externos, atuantes na área comercial, uma estrutura cinco vezes maior da existente quando tudo começou.

Ao resumir os motivos do sucesso, Luciane não hesita: “a oportunidade de fazer parte do Grupo Guizardi; a prática de valorizar mais as pessoas que as coisas e o hábito de ser grato a tudo e a Deus”.

SINFAC-SP: Qual é a marca registrada de vocês? 

Luciane: A Projeção é uma empresa feliz, todo mundo que vem aqui fala desse clima. Em primeiro lugar, a gente sempre valoriza as pessoas, pois sabe que elas são o mais importante, todo o resto é consequência do seu trabalho. Tanto é que a maioria dos funcionários está conosco desde o início, não temos rotatividade, seja na área administrativa, seja na comercial.

SINFAC-SP: E com relação aos clientes, qual é a filosofia da empresa? 

Luciane: O longo prazo é o foco, não pensamos no trabalho de um dia, mas sim numa parceria duradoura. Já o perfil da nossa clientela mudou. Começamos trabalhando com cedentes de alto risco, cobrando taxas altíssimas. Com o tempo, passamos a operar com empresas melhores e isso nos permitiu competir de igual para igual com os bancos, tendo como vantagens extras o atendimento personalizado e a autonomia de negociar, sem as amarras do sistema que eles têm.

SINFAC-SP: Quais resultados essa nova estratégia proporcionou? 

Luciane: Primeiramente, paramos de sofrer com o excesso de títulos em atraso na carteira. Consequentemente, nosso foco prioritário passou a ser visitar, trazer novos negócios, fazer operações. Tendo clientes de menor risco ganha-se menos, mas a qualidade de vida também é outra.

SINFAC-SP: E qual é o momento vivido hoje pela Projeção? 

Walter: O momento que a gente está atravessando é o de pensar em uma ascensão no volume de negócios. Graças a Deus, estamos com uma equipe 100% treinada e podemos dobrar o faturamento com esse material humano, somado a novos operadores que estamos planejando contratar para ampliar a estrutura comercial. Plantamos bem no ano passado e agora, com as projeções do mercado, vemos uma perspectiva de melhora. Mas tudo isso num passo de crescimento sustentável, com segurança.

SINFAC-SP: O que dizer, então, dos planos para os próximos quinze anos? 

Walter: Atualmente nós estamos muito focados na questão tributária, que é um fator importantíssimo para qualquer empresa de fomento. Por isso, pretendemos ganhar mais operando com o FIDC e equilibrar a factoring com as despesas, já que o seu regime de tributação é o lucro real. Conforme o faturamento líquido for aumentando, queremos estender os benefícios disso para a nossa equipe profissional. Afinal, ela oferece a base de todas as nossas conquistas, a exemplo dos terceiros que nos dão suporte em várias áreas.

Fonte: Revista SINFAC

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